Debate sobre direitos LGBTQIAPN+ movimenta Salvador e reúne mais de 100 participantes

 



_Mesa redonda promovida na Escola Superior de Advocacia discutiu inclusão, saúde e diversidade nas relações de trabalho com auditório cheio e participação ativa de estudantes e especialistas_


Mais de 100 pessoas participaram, no dia 9 de maio, de uma mesa redonda realizada na Escola Superior de Advocacia (ESA), no Campo da Pólvora, em Salvador, que colocou em pauta os desafios enfrentados pela população LGBTQIAPN+ no mercado de trabalho. Com o tema “Diversidade Sexual e de Gênero nas Relações de Trabalho: Letramento, Direitos, Saúde e Inclusão no Mercado de Trabalho”, o evento reuniu estudantes da rede pública estadual, professores, advogados, especialistas e ativistas em uma tarde de debate e conscientização.


Idealizado e mediado pela advogada e professora Isabele Pereira, o encontro contou com a presença de Léo Kret do Brasil, Ives Bittencourt, Márcia Ribeiro, Dennys Gomes, Maurício Bodnachuk, Carle Porcino e Suzana Lyra. Os participantes abordaram questões como o letramento em diversidade de gênero nas empresas, a promoção da saúde mental e física dos trabalhadores LGBTQIAPN+, e a importância do cumprimento da legislação para o enfrentamento à discriminação no ambiente corporativo.


O auditório ficou lotado, especialmente com estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão Severino Vieira, que demonstraram entusiasmo e engajamento ao longo do evento. “Nós, alunos do curso Técnico em Segurança do Trabalho do CEEP, ficamos agradecidos à professora Isabele Pereira por nos proporcionar essa experiência. Foram apresentadas muitas situações sofridas pela comunidade LGBTQIAPN+, e isso nos trouxe mais consciência e empatia”, comentou Jorge Pereira da Silva, 61 anos, estudante do curso.


Carine Dias, mulher negra cis de 47 anos e aluna do curso Técnico em Serviços Jurídicos, também participou do encontro e reforçou a importância do letramento. “Muitos preconceitos nascem da ignorância. O letramento contribui para o uso correto da linguagem e para o reconhecimento da diversidade, ao esclarecer termos, siglas, identidades e orientações. Quero expressar minha admiração por um trabalho construído com sensibilidade, inteligência e dedicação. Quando o brilho é genuíno, ele não precisa de holofotes — ele simplesmente irradia”, disse.


Isabele Pereira, que também é professora de Direito do Trabalho no CEEP em Gestão Severino Vieira, destacou o papel da educação na transformação social. “O evento foi um sucesso. Os alunos estavam extremamente empolgados em debater uma pauta social de extrema importância. O enfrentamento à discriminação de gênero no ambiente de trabalho é responsabilidade de toda a sociedade. Não se trata apenas de uma questão de empatia, mas do cumprimento da legislação. Muito já foi conquistado, mas ainda há muito a avançar. Um ambiente de trabalho excludente, injusto e doentio é reflexo de uma sociedade doentia. E para mudar a mentalidade das pessoas, não há caminho mais eficiente do que a educação”, afirmou.


A mesa redonda reforçou a urgência de iniciativas que promovam ambientes profissionais mais justos, respeitosos e inclusivos. Através da escuta ativa e do compartilhamento de vivências, o evento deixou evidente que a diversidade precisa ser uma prática cotidiana — e não apenas um discurso.

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